A base importa

Por que o Domo escolheu BSD

Um roteador/servidor é tão bom quanto o kernel embaixo dele. Veja como a base FreeBSD se compara ao RouterOS (Mikrotik) e às distribuições Linux.

Aspecto Domo (BSD) Mikrotik (RouterOS) Linux (distros)
Kernel FreeBSD — sistema coeso, kernel+userland juntos Linux (RouterOS, fechado) Linux — mosaico de distros
Pilha de rede ipfw/pf/netgraph, referência histórica Própria, boa mas fechada iptables/nftables, fragmentada
Sistema de arquivos ZFS nativo: snapshots, checksums, BE Sem ZFS ZFS existe, mas fora da árvore/licença
Licença BSD permissiva — produto seu, sem amarras Proprietária GPL — obrigações virais
Estabilidade / uptime ABI estável, foco em servidor (anos de uptime) Alta, mas caixa-preta Varia com a distro e o kernel
Virtualização bhyve tipo-1 no kernel Limitada (CHR/metarouter) KVM (bom, mas montagem sua)
Transparência Código aberto na base Fechado Aberto
Gerência sem shell 4 interfaces (web, celular, desktop, CLI) em paridade Winbox/WebFig Cada distro/ferramenta a sua
Custo de licença Livre Licença por nível Livre

Comparativo técnico de alto nível. RouterOS e diversas distros Linux são excelentes no que fazem; o Domo aposta que, para um appliance de rede, a coesão e a estabilidade do FreeBSD são a base certa.

Coesão > conveniência

No Linux, kernel, rede e ferramentas evoluem separados e são costurados por cada distro. No FreeBSD tudo mora na mesma árvore, versionado junto — um alvo só, previsível.

Errou? Volta atrás

Boot environments do ZFS transformam um upgrade arriscado em algo reversível: se a nova versão não subir, você reinicia no ambiente anterior em segundos.

Sem caixa-preta

Diferente do RouterOS, a base do Domo é aberta. A licença BSD ainda permite entregar um produto coeso sem as obrigações virais da GPL.